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Maternidade: uma missão abençoada


“Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à própria sublimação”. Chico Xavier.

O espírito eminentemente feminino, na sua maioria, já adquiriu na esteira das encarnações sucessivas enormes cabedais de afetividade e sensibilidade, amor e ternura, carinho e delicadeza, devida muito especialmente à doação incessante à maternidade e aos membros da família.
O que não poderá realizar a mulher, quando esclarecida na Doutrina Espírita e se evangelizar nas lições de Jesus? Sem dúvida, fará maravilhas de amor e educação na família, pois fará muito mais no campo do amor espiritual, da educação moral e da formação do bom caráter dos filhos que Deus, em missão especial, lhe confiou.

Aperfeiçoamento moral

O aperfeiçoamento moral de todo espírito reencarnado passa inevitavelmente pelo trabalho amoroso e educativo de toda mãe terrestre, como afirma o espírito Agostinho, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, no Cap. XVI, ítem 9, “merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar”.

Educar o espírito

A mãe espírita não fixará sua preocupação com os filhos, dando exclusividade ao fortalecimento do corpo físico, à manutenção da saúde orgânica, ao desenvolvimento das potencialidades intelectivas, à boa alimentação, aos brinquedos instrutivos, às brincadeiras alegres e às diversões saudáveis, esquecendo-se de agir com responsabilidade, paciência e carinho no mundo psicológico, emocional e espiritual de cada filho.

O lúcido espírito Emmanuel adverte:“Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à própria sublimação. Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos mas lhes relegam a alma a lamentável abandono”, como diz Chico Xavier em obra, que contou com a colaboração de espíritos diversos, Lição: “Crianças”.
O sábio espírito da Codificação Agostinho disserta, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que a tarefa na educação dos filhos é árdua, difícil, complexa, mas não impossível. A mãe não precisa formar-se nas escolas acadêmicas e nem mesmo conhecer com profundidade os conceitos da Pedagogia. Pode muito bem cumprir com valor e êxito sua tarefa na educação dos rebentos, se viver na responsabilidade moral e vivenciar os princípios evangélicos no ambiente da família.
Nos dias difíceis da atualidade, para cumprir melhor sua missão, precisa a mãe espírita compreender os segredos da educação moral, penetrar os mistérios da alma infantil, aplicar no momento exato os princípios evangélicos e viver os princípios cristãos com mente e coração no ambiente muitas vezes doloroso, complexo e desafiante no relacionamento com os filhos. Eis o que Aurélio Agostinho tem a dizer: “A Doutrina Espírita tem muito a oferecer quanto ao esclarecimento profundo da missão materna. A mãe espírita, para realizar com lucidez sua missão educadora, necessita estudar a Doutrina Espírita, compreender espiritualmente os filhos e praticar os ensinos de Jesus, imprescindíveis para a orientação espiritual e a disciplina emocional das crianças”.
Deve se preparar por dentro, a fim de realmente doar o melhor de si, na ajuda substancial de amor e verdade aos filhos que retornam de vidas passadas a trazerem graves problemas conscienciais e morais a serem trabalhados e resolvidos com cirurgia espiritual delicada ao longo do tempo a partir dos primeiros dias da infância. O sensível espírito Meimei roga pelo doce coração das mães:
“Ajuda-me a governar o coração, para que meu sentimento não mutile as asas dos anjos tenros que me deste; adoça-me o raciocínio, para que a minha devoção afetiva não se converta em severidade arrasadora”.
Mãe, Francisco Cândido Xavier, Espíritos Diversos Lição: ”Oração das mães”- P. 41-Casa Editora ”O Clarim”.
(Fonte: A Arte Moral de Educar os Filhos, de Walter Barcelos).

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